builderall

Ter autocompaixão significa ser capaz de se relacionar consigo mesma com aceitação e amor, quando a situação não é a ideal. As pessoas que têm compaixão por si mesmas são mais felizes, mais otimistas e mais gratas do que aquelas que são mais duras consigo mesmas.

Pesquisas mostram que a autocompaixão está ligada à nossa saúde mental e bem-estar. 




Há algumas semanas refiz o meu teste dos sabotadores emocionais e, para a minha feliz surpresa, eu constatei que meu sabotador mais alto, a 5 anos atrás quando tinha passado por um processo de coaching, hoje é o mais baixo.


O sabotador 'hipervigilante' era um grande responsável pela minha ansiedade, pensamentos repetitivos e uma conversa interna muito negativa e intensa.


Pensando sobre isso, percebo que aprender a praticar ativamente a autocompaixão foi uma virada de chave para que eu desenvolvesse uma conversa interna mais saudável, dominasse a síndrome da impostora e não enlouquecesse naquele momento da minha vida.


O que é a autocompaixão, afinal de contas?


Apesar da autocompaixão estar se tornando cada vez mais importante em vários modelos de terapia, muitas pessoas ainda são céticas em relação a ela, talvez porque durante séculos a palavra ?compaixão? tenha sido usada principalmente em práticas religiosas e espirituais. Nesse post você vai aprender 10 formas de praticar a autocompaixão ativamente para melhorar a sua relação consigo mesma e com os outros.


A autocompaixão é uma atitude positiva que podemos desenvolver em relação a nós mesmas.


O conceito atual foi estruturado e apresentado à literatura da psicologia positiva, em 2003, pela Professora Dra. Kristin Neff, e é composto de três elementos: 


Esses três elementos quando praticados ativamente, produzem efeitos poderosos e de longo prazo, como sentimento de pertencimento, segurança, integridade, resiliência e uma conversa interna mais saudável.


Ter autocompaixão significa ser capaz de se relacionar consigo mesma com aceitação e amor, quando está difícil de lidar com alguma situação ou com você mesma. Estudos mostram que as pessoas que têm compaixão por si mesmas são mais felizes, mais otimistas e mais gratas do que aquelas que são mais duras consigo mesmas.


Os três elementos da autocompaixão 


1. Ser gentil e compreensivo consigo mesmo em momentos de dor ou fracasso 


Significa mostrar gentileza, bondade e compreensão para conosco quando falhamos em algo ou quando somos magoados por alguém. No lugar de sermos críticos ou nos julgarmos duramente quando já estamos sentindo dor, podemos reconhecer a influência negativa do auto-julgamento e nos tratar com gentileza e paciência.


Em suma, significa tratar nosso valor como incondicional, mesmo quando ficamos aquém de nossas próprias expectativas, seja por meio de nossos comportamentos ou apenas de nossos pensamentos.



2. Perceber o próprio sofrimento como parte de uma experiência humana mais ampla / Humanidade Comum

?Ser parte de algo maior? é um conceito difundido na literatura da psicologia positiva, e há muito se argumenta que a necessidade de conexões faz parte da natureza humana (Maslow, 1943). 


Ter Humanidade Comum significa ver nossas próprias experiências individuais como inseridas na experiência humana mais ampla, ao invés de nos vermos como isolados ou separados dos outros.


Parte disso é aceitar e perdoar a nós mesmos por nossas falhas - não somos perfeitos, mas mostramos autocompaixão  quando somos compreensivas com as nossas próprias limitações. 


Outra parte da humanidade comum é perceber que não somos a última bolacha do pacote que é imperfeita ou se sente magoada.



3. Ter atenção plena


Desenvolver a atenção plena ou Mindfulness significa manter os pensamentos e sentimentos dolorosos em plena consciência em vez de evitá-los ou se superidentificar com eles. A atenção plena envolve reconhecer e rotular nossos próprios pensamentos em oposição a reagir a eles ou fingir que eles não existem. 


Quando temos autocompaixão, estamos cientes de nossos próprios pensamentos e emoções prejudiciais, sem ruminação. Em vez disso, adotamos um equilíbrio positivo entre essa superidentificação - achar que é tudo sobre a gente e quando pensamos que somos nossas emoções e pensamentos - em um extremo e evitar completamente emoções e experiências dolorosas no outro.